Um dos lugares mais inóspitos do planeta, de paisagens exóticas, ar seco e rarefeito, e poeira, muuuuita poeira. As características peculiares deste lugar já começam na chegada a San Pedro de Atacama, portal de entrada para o deserto; ruas de areia, casas feitas de barros e um clima de cidade pacata.
Nosso hostel, que tem a cara da cidade, é propriedade de um cara extremamente simpático e atencioso, Roberto. Nosso quarto é bem confortável, e estamos satisfeitos com ele.
Não vou ficar descrevendo o dia de ontem, queria apenas ressaltar uma coisa: o entardecer no Atacama! Simplesmente espetacular, uma imensidão de cores e o sol se pondo ao fundo. Acho que fotos falam por si só...
Após nossa estadia de 3 dias na capital chilena, onde pudemos recompor nossas energias, saímos do hostel Atacama rumo à cidade de São Pedro de Atacama. A viagem no ônibus foi bem tranquila, pois pegamos desta vez um veículo com um pouco mais de luxo - as poltronas reclinavam quase que como uma cama e eram muito grandes e confortáveis. Além disso vale à pena comentar sobre o atendimento de bordo, excepcional.
A noite anterior a da viagem não tinha sido das mais sossegadas. Após meus dois colegas chegarem de uma festa que foram, juntamente com alguns hóspedes do hostel, decidimos ir, de madrugada, até algum hospital, pois a alergia estava muito forte nos três. Chegando lá quiseram nos cobrar 19.000 chilenos por pessoa para o atendimento. Como se tratava de um serviço público estranhamos e voltamos ao hostel sem sermos atendidos. O dono do hostel confirmou que isso era estranho, e que devem ter se aproveitado que não éramos chilenos para faturar um pouco. Na rodoviária, porém, conseguimos ser atendidos numa fármacia e agora estamos devidamente medicados.
A chegada no Atacama ocorreu por volta das 11h e tivemos alguma dificuldade em encontrar o hostel, que não fica muito na região central da cidade. O local é bastante pequeno e pouco habitado. Nade de estranho se for pensar que é uma cidade literalmente no meio do deserto.
Encontrado o hostel saímos para comprar comida e preparamos um almoço, pois todos estavam esfomeados. Agora estamos num breve descanso, pois em 10 minutos sairemos para conhecer o Vale de la Luna, que dizem ser muito bonito ao anoitecer.
Depois de uma breve pausa, estou aqui de novo pra contribuir para o blog com as minhas experiências e impressões da nossa longa, porém um tanto quanto rápida, jornada.
Até agora nenhum dia choveu e creio que nos próximos também não haverá muita chuva afinal estaremos no lugar que menos chove no mundo, deserto do Atacama.
Bom, muita coisa aconteceu desde minha ultima postagem e os principais fatos já foram comentados aqui no blog mas tem algumas coisas que deu vontade de acrescentar...
Achei que Puerto Varas foi realmente muito bacana especialmente por causa do nosso amigo Jorge Léon, o aostronauta. Púcon também foi muito legal também apesar de que ficamos em dois hostels que eram mais no estilo bed and breakfeast, mas sem o breakfeast, e creio que no primeiro deles - que tinha uma dona que era uma velha que não largava do nosso pé - pegamos algum tipo de infecção ou algum tipo de inseto ou artrópode que nos deixou com umas picadas meio estranhas pelo corpo. Talvez eu tenha criado um pouco de expectativa demais para Púcon e no final até eu mesmo não achei tudo aquilo que eu imaginava... Outros tempos, outras pessoas, vai saber... Mas valeu muito a pena a subida ao vulcão mesmo pela minha segunda vez e o hydrospeed também foi legal, mas não posso deixar de dizer que fiquei curioso pra saber como era o rafting.
Enfim em Santiago, no primeiro dia eu e o Johnis fomos dar uma volta até o shopping e no caminho aconteceu um episódio engraçado quando fomos pedir uma simples informação de localização para o dono de uma banca de revistas de Providência. O banqueiro, quando notou que somos brasileiros, simplesmente começou um interrogatório sobre diversos assuntos envolvendo o Brasil, como futebol, política, literatura e até mesmo a idade de Oscar Niemeyer. No fim quase até esquecemos que a gente é que havia perguntado algo para ele...
No segundo dia aqui (ontem), fizemos uma tentativa frustrada de atingir o cume do cerro San Cristobal devido a forte tempestade de turistas que fizeram com que o parque fechasse antes do seu horário cotidiano. Não posso dizer que fiquei espantado com a determinação do inglês que conhecemos ontem que acabou de fazer 19 anos e resolveu dar a volta ao mundo só ele e a mochila.
Aqui vão algumas fotos de ontem pelo centro:
Hoje meu plano era acordar "cedo" para alugar uma mountain bike e subir o cerro San Cristobal, mas por causa de uma não planejada insônia na noite passada houve uma mudança no horário para "não tão cedo". Saí em busca de um lugar chamado La Bicicleta Verde onde supostamente eles teriam mountain bikes para alugar. Dei umas três voltas na cidade porque ninguém sabia explicar exatamente aonde era a tal de bicicleta verde. Já sem muita esperança, eu vejo ao meu lado o Museo Nacional Bellas Artes e resolvo dar uma olhada sem compromissos. Belíssimas exposições fotográficas entre outros acervos bem interessantes. Depois de um prato cheio de cultura, voltei a minha busca pela bicicleta verde ainda mais determinado, mas quando finalmente achei o tal do lugar não havia nada nem parecido com uma mountain bike. Todas as bikes já haviam sido alugadas. Então fui em busca de outro local onde alguns acreditavam que talvez tivessem mountain bikes para alugar. Uns 5km mais cansado, chego ao tal local onde haviam as tais bikes que de bike só haviam as rodas... Concluindo, nada de bikes. Então voltei ao hostel de taxi para encontrar a rapaziada pra tentar pela segunda vez atingir o cume do cerro San Cristobal, dessa vez com mais dois argentinos, Gabriel e Dario.
Fotinho com a lhama Dólar com direito a sorrisinho...
Chafarizes perto do hostel onde um pessoal se refrescava quando o vento batia
Neste momento estou meio descançando da noite mal dormida no hostel, comendo umas cerejas (1kg por R$3) e bebendo Canada Dry, que parece ser um refrigerante de gengibre (minha mãe que ia gostar) e esperando o churras do hostel com afinco. Ouvi boatos que vai ter PISCOLA!!!
Queria dizer que ainda estamos a procura da foto perfeita para colocar no background do blog, mas no meio de tantas fotos legais, talvez ela só seja escolhida no final da viagem... quem sabe uma realmente nossa no salar de Uyuni? hehe
Ok, por hoje é isso. Amanhã tem busão de 22 horas até San Pedro de Atacama... e dalhe dramin!
Dia tranquilo, sem muito tumulto, somente para recompor as energias gastas nas aventuras da cidade de Pucón. Como ontem ainda estava bastante debilitado, inclusive com um início de resfriado, aproveitei para dormir bem cedo, por volta das 21h30, horário que nem mesmo meus dois parceiros haviam chegado da voltinha pela cidade. Resolvi nem ir pra ficar de molho descansando.
E hoje não foi muito diferente. Acordamos todos relativamente cedo, por volta das 10h, tomamos o desayuno e permanecemos pelo hostel desfrutando das atividades que por aqui haviam, como pebolim, ping-pong e jogos de cartas. Desnecessário falar, mas até o momento meus caros amigos não sabem o que é vencer sequer umazinha partida de ping-pong. Deixo aqui o desafio para treinarem um pouquinho mais e talvez até o fim de nossa estadia saírem vencedores em pelo menos uma partida cada. No pebolim foi apenas uma partida, mas o Johnis não se mostrou um adversário à altura também neste esporte. Já nas cartas houve mais equilíbrio, e os vencedores se alternavam com alguma frequência. Neste último jogo tivemos inclusive a companhia de um inglês gente fina que conhecemos aqui no hostel, que nos acompanhou não só no carteado mas também no restante das atividades do dia.
Após um almoço caprichado - receitinha esperta ensinada por uma chef de cozinha- e mais alguns rounds de carteado, saímos para uma voltinha pelo centro da cidade. Pegamos um metrô até a Plaza de Armas e ficamos andando por lá, vendo o que tinha de interessante pelo local (quase nada). Santiago não possui um centro urbano extremamente turístico, e acaba se tornando um centro como de qualquer outra grande cidade, mas vale à pena uma breve volta para observar as peculiaridades do local. Caminhamos até o bairro Bellavista, que de bela a vista não tem nada. Muitos barzinhos com pessoas já embriagadas logo cedo e grupinhos que se habitassem solo brasileiro seriam denominados emos.
De volta ao hostel, compramos umas pizzas para o jantar, e agora o grupo se dividiu um pouco. Parte dele está treinando o ping-pong (bem o fazem!), e outra parte terminando de escrever esta postagem.
Esperamos amanhã ter algo mais interessante para escrever, pois hoje o dia foi bastante monótono!
Como já comentado no post anterior o dia começou cedo. 6h30 da manhã o despertador tocou e já começamos a nos arrumar, pois às 7h iríamos sair para a base do vulcão.
Sem qualquer tipo de problema, encontramos os guias e chegamos ao local em que começava a caminhada. Na verdade chegamos ao ponto em que se pega um teleférico para subir alguns metros e diminuir o percurso que se anda, mas como bons pão-duros pedimos ao guia para ir andando - depois nos arrependemos, pois não era tão pouco quanto parecia - mas pelo menos economizamos 5.000 pesos chilenos. Foram os 17 reais mais suados de nossas vidas, sem a menor sombra de dúvida.
Chegando neste ponto vestimos parte do equipamento. Não foi necessário colocar tudo pois o dia estava muito quente e não faria tanto frio durante a caminhada - ledo engano. Preparados para o árduo caminho, começamos a subir o vulcão Villarica a partir dos 1.300m (a cratera fica a 2800m de altura, mas a trilha tem 6km).
No início a impressão que dá é que não é tão longe, nem que seria tão difícil. Além disso existem alguns ''falsos topos'' que olhando de baixo você pensa que já é a cratera, mas quando chega neles percebe que ainda falta muito. Pois bem, após cerca de 4h30min de caminhada na neve, no frio, com o ar ficando a cada passo mais pesado, chegamos ao cume da montanha: a cratera do vulcão. O local é no mínimo peculiar, muito diferente de qualquer outro tipo de região. Apenas pedras, neve, e um enorme buraco ao centro, de onde era possível ver muita fumaça saindo - apesar da última erupção ter ocorrido em 1980 o vulcão Villarica ainda está ativo - além do cheiro de enxofre muito forte que chega a incomodar.
Um breve descanso, pois a subida foi extremamente desgastante (nossos guias eram muito apressados, pouco paravam - quase nada na verdade - e não esperavam quem ficava para trás, tendo chegado ao topo bem antes de alguns integrantes do grupo), e começamos a preparação para a descida. Neste momento colocamos toda a roupa de frio - casaco, calça, luva e tudo o mais que se pode imaginar.
O esforço da subida é facilmente compensado pela fácil e divertida descida, que leva apenas uns 30 minutos. Uma espécie de ''skibunda'', onde sentamos numa pranchinha de plástico e descemos a toda velocidade na neve.
A neve é muito escorregadia e acaba sendo difícil freiar, portanto quando começa a descida só se para nos momentos que aparecem locais mais planos. A velocidade é tanta que em uma das descidas, em meio a neve na cara e alta velocidade, perdi meus óculos escuros pelo caminho e só notei quando parei bem mais abaixo. Por sorte um dos guias encontrou quando passou pelo local e me devolveu.
Terminada a descida voltamos para o centro da cidade e ainda deu tempo de dar uma ''zé cariocada'' quando pedimos para tomar banho no hostel que havia fornecido o passeio - estávamos hospedados em outros hostel, mas já tínhamos feito o check-out.
Como todos estavam muito desgastados da escalada e ainda faltavam algumas horas para o ônibus que nos levaria à Santiago ficamos o resto do dia apenas recuperando as energias. Às 21h pegamos o ônibus e chegamos há pouco na capital chilena. No momento estamos aguardando dar 12h para podermos entrar no quarto (já estamos na recepção do hostel esperando). Como ainda não tivemos muito contato com a cidade os comentários sobre ela ficam para as próximas postagens.