5 de janeiro de 2011

Hostels

À pedidos do nosso amigo desconhecido, mas que como todos os outros, é muito bem-vindo ao blog, farei uma breve análise dos hostels que já passamos. Só enfatizando que estou dando a minha opinião sobre os albergues, qualquer divergência com alguém que já conheça eles é resultado das avaliações subjetivas.

Separei alguns tópicos que considero importante para assim comentar sobre os hostels: preço (P), localização (L), recepção (R), café-da-manhã (C), internet (I), estrutura (E) e higiene (H).

Hostel Suites Florida: é um bom hostel pra quem tem intenção de ir festar e estar por dentro do que rola nas noites de Buenos Aires. Como não é nosso foco, foi até o momento a maior decepção da viagem, por motivos que explicarei à seguir.
P - acima da média, a diária custa 60 pesos e cobram absurdos 20 pesos por um cadeado pra se colocar no armário. Cobram até mesmo aluguel de adaptador pra tomada.
L - muito boa, fica na avenida Florida, bem central, próximo a diversos pontos turísticos como a Plaza de Mayo e o Obelisco. Existem muitos lugares para se alimentar próximos e possui diversas opções de transporte para chegar no local.
R - o pessoal é bem preparado e atende muito bem, mas considero um atendimento à distância e relativamente frio, coisa que não acho interessante em hostels (isso acontece talvez pelo fato de ser muito grande e os funcionários não terem como dar a devida atenção à todos).
C - bom, mas limitado. Pão com algumas opções de recheio, sucrilhos com leite, café e suco de laranja. A qualidade da comida é boa, dá pra comer bastante sem empurrar.
I - na recepção pega muito bem o wireless, além de terem alguns pc`s disponíveis para uso coletivo. Nos quartos não há internet, somente se der a sorte de encontrar alguma sem senha de vizinhos.
E - o hostel possui uma boa estrutura mas conta com um enorme problema logístico: tem 10 andares e só possui 2 elevadores, com capacidade para no máximo 4 pessoas cada um, além de serem bem precários. Ficamos no décimo andar (os elevadores só chegam até o nono) e não ficamos nem um pouco satisfeitos com o movimento que precisávamos fazer para descer (o elevador demorava demais e muitas vezes vinha cheio). Fora esse grave problema o hostel tem excelente estrutura, capaz de suprir a necessidade de todos seus hóspedes.
H - tudo limpinho, sem reclamações. Não há com o que se preocupar a respeito disso neste hostel.

Hostel Carlos Gardel: surpreendeu positivamente, apesar de bem menor, poucas são as reclamações que temos de lá.
P - excelente. Ponto forte do hostel, pois o quarto de 10 dormitórios custa somente 36 pesos.
L - um pouco mais ao sul, localizado no bairro San Telmo. Próximo do centro, num bairro bem tranquilo e bonito, considero a localização muito boa também. La Boca e Caminito dá pra ir andando e possui dois bom supermercados num raio de 500 metros.
R - mais afetiva do que o outro, pelo fato de ser menor as pessoas conversam mais. Porém ainda não é o ideal, apesar de termos sido muito bem atendidos. É um estilo mais ''caseiro''.
C - ponto baixo do hostel, apesar de ser bem parecido com o outro (mais ou menos as mesmas coisas oferecidas) a qualidade é bem inferior.
I - boa, principalmente na recepção. Como ficamos no primeiro andar pegava bem no quarto, mas volta e meia caía. Porém só pelo fato de conseguir usar no quarto já é um diferencial positivo.
E - poderiam ter mais tomadas (parece um simples detalhe mas é importante) e pelo menos dois banheiros no dormitório de 10 pessoas. Fora isso a estrutura é boa, sem muito luxo, mas suficiente.
H - sem muito o que reclamar sobre isso também, apenas que um banheiro para 10 pessoas é pouco e interfere um pouco na higiene. No próprio andar tem outro banheiro, mas fora do quarto.

Hostel Alaska (Bariloche) - fica até desleal opinar sobre ele porque não terei do que reclamar, mas vamos lá.
P - 50 pesos a diária pra Bariloche é sacanagem, acredito que nesta faixa não se encontra nada de bom nível. Excelente.
L - para quem gostaria de ficar num lugar mais agitado não é o ideal, pois fica a 7,5km do centro cívico. Pra quem curte um sossego é excelente, pois tudo o que se precisa tem por perto, desde bancos até mini-mercados. Fora que já fica no meio do caminho das montanhas com neve.
R - ao chegar no hostel fomos atendidos pela dona e sem que pedíssemos ela já veio com um mapinha dando todas as informações que turistas gostariam de saber. Nota 10, acaba se tornando um forte diferencial do hostel porque o ambiente se torna bastante amigável entre hóspedes e funcionários.
C - sensacional, o melhor oferecido até o momento. Geleias, doce de leite, manteiga, café muito bom, leite, um pão espetacular. Dá pra encher o bucho tranquilamente.
I - tanto na recepção quanto no quarto pega muito bem. Hoje não estava muito boa, caía de vez em quando, mas no geral se mantém estável e com um sinal bom.
E - não poderia ser melhor. Ambiente aconchegante, bem protegido dos eventuais frios patagônicos, quartos bem organizados e espaçosos, enfim, nada do que reclamar.
H - sem problemas também, felizmente até o momento todos os hostels passaram bem por este quesito.

É isso, espero que tenha ajudado!

4 de janeiro de 2011

Imagens que valem mais do que palavras

Agradeço os pedidos que estão sendo feitos por mais fotos, principalmente porque acabamos de chegar de uma longa e exaustiva trilha e as energias estão precisando ser recarregadas. Sendo assim, posso me dar ao luxo de não escrever tanto e ilustrar o post com várias imagens, conforme solicitado.

De forma resumida (prometo que vou tentar não me estender muito) nosso dia começou às 8h30, quando acordamos, tomamos um excelente café-da-manhã - mais um elogio pro hostel, virei fã - e pegamos um ônibus que nos levasse até o Cerro Campanário, cerca de 11km do nosso albergue.

A subida é bastante íngreme, mas não tão longa, o que a torna bem acessível. Nem precisamos chegar ao topo para começar a tirar fotos, a cada abertura entre as árvores existe uma vista mais bonita que a outra. Lá em cima o cenário é sensacional, com uma vista de 360° da cidade. Em alguns picos mais altos, mesmo estando relativamente calor para o local, é possível avistar a neve. Em outros, apenas o contraste do azul dos lagos com o verde das árvores. Não ficamos muito tempo por lá, apenas o suficiente para tirar boas fotos, encontrar com mais dois torcedores do Fluzão e hesitar em meter um migué pra descer pela cadeirinha, mas acabamos desistindo e descendo a pé pela trilha mesmo.










Bem próximo daí localiza-se o início do chamado ''Circuito Chico'', onde há uma locadora de bicicletas para quem deseja fazer o tortuoso trajeto de 27km. Para se fazer o circuito não é necessário pagar nada, o problema é o aluguel das bikes que custa 65 pesos. Apesar de salgadinho eu recomendo, é um passeio único e que vale muito à pena!

Não irei descrever as paisagens do percurso, deixarei para vocês observarem com os próprios olhos enquanto eu descanso da pedalada (quem disser que eu to parecendo trabalhador da concap darei uma voadora nas costas quando voltar).



















3 de janeiro de 2011

Quintal de Casa


O título do blog já diz tudo. Descendo um pouco a rua do nosso hostel a visão que temos é simplesmente essa da foto. Ruim demais né? O horário da foto: 21h30. Temperatura: entre 15 e 20 graus celsius acredito eu, chutômetro puro!

Já não aguentava mais aquele calor de Buenos Aires, o clima de cidade grande e a falta de belas paisagens. Aqui encontrei tudo o que buscava, friozinho, lugar bonito, hostel com uma estrutura excelente e bom preço. De quente mesmo só a recepção calorosa dos funcionários do local.

Bom, não preciso dizer que algumas horinhas na cidade já foi o suficiente pra me apaixonar por ela. Três dias aqui será pouco demais pra aproveitar tudo de bom que a cidade proporciona, e principalmente por não estarmos no verão a neve é escassa nos montes. Terminando esse mochilão já começarei a me planejar pra voltar aqui no inverno e passar pelo menos uma semaninha!


Amanhã vamos acordar cedo, por volta das 8h30, para tomar um café reforçado e fazer uma trilha de bike pelas montanhas da região. São somente 25km entre sobe e desce morro, acredito que amanhã de noite quase não estaremos cansados... Até lá!

Bariloche

Ontem não tivemos postagem porque o dia foi corrido. Acabamos indo no dia 1/1/11 a uma baladinha chamada Roxy - a música estava bastante boa, tocou de diversos tipos de pop a Red Hot, Nirvana e Rage, muito bom. O que não estávamos esperando é que em Buenos Aires as festas começam tarde (os argentinos começam a chegar em peso por volta das 3h da manhã), e com isso fomos sair de lá e em torno das 7h30. Nada demais, se não fosse o problema de termos que fazer o check-out às 11h para pegar o ônibus à Bariloche às 13h40. 11h30 fui acordado pela recepcionista do hostel dizendo que já havia passado da hora, e graças a essa adorável moça não perdemos o ônibus que nos custou 463 pesos. Não perdi o ônibus, mas a correria me fez esquecer um calção e minha sunga que havia deixado secando na varanda do hostel. Paciência, pelo menos agora minha mala está mais leve! Após acordar meus dois camaradinhas, fomos correndo para a rodoviária. Na verdade nem tão correndo assim, pois ainda deu tempo de passar na Starbucks que havia no caminho e tomar um frapuccino de chocolate e comer um muffin no café-da-manhã.

Tomamos o ônibus que atrasou uns 20 minutos e começamos a longa e cansativa viagem de 21 horas rumo à Bariloche. Cansativa mesmo, o ônibus não para em nenhum momento, e apesar das poltronas serem confortáveis, quem tem dificuldade para dormir, como eu, sofre horrores - meu pescoço que o diga. De anormal no ônibus apenas o extremamente antipático motorista, que era carrancudo e ficou bravo até porque um passageiro havia comido a sobremesa antes dele servir o prato quente - que convenhamos, nem avisar que tinha ele avisou. O momento tenso dessa viagem foi quando eu e o Johnis resolvemos tomar uma coca e deixamos cair a garrafa, que estourou. Se o motorista tivesse visto não sei se estaria agora aqui para contar essa história...

No momento já escrevo do hostel que nos hospedamos em Bariloche, que é muito bonito e aconchegante. Fica a 7,5km do centro cívico, o que pode parecer meio longe, mas por aqui por perto temos tudo o que precisamos e acaba ficando mais perto das montanhas com neve as quais podemos avistar do próprio hostel. A dona também é muito simpática e já nos deu algumas dicas sobre quais passeios podemos fazer na cidade, os quais iniciaremos amanhã porque a viagem até aqui foi cansativa demais.

Acabamos de voltar do almoço na churrascaria El Boliche. Para quem curte uma excelente carne fica aí uma boa dica. Apesar do preço ser meio salgadinho, a carne é de primeira. Comemos uma fraldinha e um filé mignon, este último que estava divino, vale à pena conferir!

Filé mignon, starbucks... coisas que me trazem boas recordações do Brasil!

Hoje devemos ficar mais tranquilos pelo hostel mesmo, jogando um xadrez e apreciando a vista. A cidade é linda demais, com certeza é um dos locais dessa viagem que posso afirmar que voltaria com muito prazer. Fikdik. Não colocarei nenhuma foto porque ainda não saímos por aí com a máquina, mas amanhã pra compensar eu coloco muitas dessa vista maravilhosa!

Um abraço!

1 de janeiro de 2011

Ano Novo

Como já estamos recebendo cobranças dou início ao post do dia, o primeiro do novo ano.

Não são muitas as novidades desde o post anterior, apenas que saímos de noite para Puerto Madero, onde a princípio pareceu que não teria nada muito animado e fomos ficando sem esperanças de que fosse acontecer algum agito na virada. Paramos para comer um cachorro quente (o brasileiro é milhões de vezes melhor) e caminhando mais um pouco observamos um tumulto e alguns fogos que começavam a dar o ar de sua graça. Conforme nos aproximamos vimos que o tumulto era na verdade uma multidão, e finalmente achamos o local do agito.

Uma surpresinha me aguardava ainda como despedida de final de ano, quando meu nariz começou a sangrar de forma compulsiva faltando uns 10 minutos apenas para a virada acontecer. Corri ao banheiro de um restaurante próximo para me lavar e esperar o sangramento parar, e felizmente voltamos para o tumulto a tempo de ver os fogos começarem.

Muito bonita a festa de reveillon, fogos que duraram uns 20 minutos, uma grande quantidade de pessoas bonitas e após os fogos uma festinha ao ar livre com direito a DJ e tudo. Nos sentimos no Brasil, pois a esmagadora maioria das pessoas que lá estavam era de nossa terra natal.

Muitas cenas nos renderam uma cacetada de risos, como quando o Tomás foi cantar um par de chicas brasileiras, mentindo que era português. Sua apresentação à elas foi: ''Buenos dias, nosotros somos de Lisboa''. Pior do que a cantada fail foi o fato delas nem notarem a pisada na bola e acreditarem que o indivíduo realmente fosse de Portugal.

A festa foi longe, chegamos de volta ao hostel por volta das 6h30 da manhã. Acordamos há pouco, preparamos um almoço - mais uma vez macarrão - e agora temos o resto do dia livre pra descansar, visto que não tem nada aberto na cidade por ser feriado.




Amanhã já nos mudamos de cidade, continuamos mantendo contato por aqui!